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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Serra Catarinense

Mais um perfeito final de semana se passou, e a bola da vez foi a Serra Catarinense. Sábado, dia 05 de novembro as 6 da manhã eu e Marlon fomos em direção a Serra do Rio do Rastro, nosso destino era Bom Jardim da Serra, casa da nossa amiga Miria.

Ela já nos esperava com uma programação recheada de muitos cânions, vales e bordas de serra. Lá encontramos também Wellington e Leni, que moram com Miria. O dia estava perfeito porque além de um sol lindo, Miria e Wellington, sócios da Tribo da Serra Ecoturismo, não tinham clientes agendados para aquele dia, e poderiam nos levar para conhecer os cânions de Bom Jardim da Serra.

E sem esquentar muito a cadeira da casa da Miria lá fomos nós, Leni Wellington, Miria, eu e Marlon em direção ao Cânion Laranjeiras, que a muito tempo queríamos conhecer, e não podíamos ter escolhido dia melhor!

Para chegar ao Cânion é necessário agendar com a Tribo da Serra, operadora que faz este roteiro em Bom Jardim, existem muitas porteiras para se chegar até lá e a entrada se dá através de uma propriedade particular, mesmo dono das terras que vão até a borda do Cânion.

O carro fica na fazenda a uns 15 km da cidade de Bom Jardim e depois são mais 2,5km de caminhada até a borda do Cânion. O visual é incrível, de tirar o fôlego, lembra muito os cânions de Praia Grande-SC, e ainda pode-se avistar ao fundo a Serra Furada com seus picos alucinantes!






Nossos amigos estenderam uma toalha na borda do Cânion com frutas, sucos e biscoitos para saborearmos ali, de frente para aquele deslumbre! Ali ficamos apreciando a paisagem por um bom tempo, ouvindo e contando histórias e dando muitas risadas.

Já era próximo do meio dia quando retornamos a fazenda Laranjeiras, e ainda tivemos tempo de escutar as histórias do Sr. Assis, caseiro da fazenda, e comer um bolinho feito por sua esposa, em volta do fogão à lenha.

Depois de uma prosa bem boa, nosso destino era o cânion do Funil, mas no caminho para lá o telefone da Miria toca, era do Rio do Rastro Eco Resort, hotel parceiro da Tribo da Serra, eles tinham agendado a caminhada da borda da serra com alguns hóspedes para as 15:30h, o cânion do Funil para as 14:00h com um hóspede que estava de quadricículo  e uma cavalgada para o domingo, as 9:30h.

grandes amizades conquistadas
Rio do Rastro Eco Resort - Bom Jardim da Serra

Nosso passeio acabou não mudando muito, apenas nos separamos um pouco, sendo que Miria foi fazer a borda da Serra e eu, Marlon, Wellington e Leni fomos acompanhar o casal de quadriciculo até o cânion do Funil, que já era nosso destino.

a caminho...

só cuidando dos hóspedes

chegada ao primeiro ponto de observação


Eu e Wellington arriscando uma banda de quadriciculo

No Funil só dá para chegar de 4x4 ou a pé (para quem quiser encarar os 6 km desde a rodovia SC-438 até a borda do Cânion). O Funil também fica dentro de propriedade particular e a porteira de acesso fica sempre cadeada. Existe uma “estrada” que vai até bem na bordinha da Serra, e em alguns trechos dá um frio na barriga pois passamos muito próximos do peral. Wellington disse que de 10 mulheres, 8 pedem para descer e passam esses trechos a pé. Confesso que segurei bem firme no p.m....rsrs

O visual do cânion é impressionante, parece mais um templo de meditação, vou deixar que as fotos desta vez, falem por mim.




Machu Picchu pra que?

Wellington e Leni estenderam a toalhinha xadrez na borda do cânion e serviram espumante para nós. Assim não queremos mais ir embora meus amigos! O atendimento com o cliente da Tribo da Serra é excelente, não porque são meus amigos, mas como também trabalho com turismo e pratico turismo regularmente, tenho olhar crítico em mínimos detalhes, e posso dizer que eles fazem um trabalho de excelência.



Depois de muita curtição na borda do cânion ainda levamos o casal até a porteira do cânion da Ronda, para eles curtirem mais um pouco de quadriciculo, sendo que nós retornamos ao Hotel.

Como estávamos sem almoçar, combinamos de ir no Café que fica ali no mirante da Serra para fazer um lanche reforçado. Miria também já estava terminando a caminhada da borda e veio ao nosso encontro. O Mensageiro da Montanha possui uma carta de cafés que agrada a gregos e troianos, além das tortas maravilhosas que dão água na boca. Vale a pena parar ali, o ambiente é show de bola e o atendimento é 10!

Retornamos para a casa das meninas e depois de um dia cheio, eu já estava exausta, mas meu incansável marido ainda foi dar uma pedalada até a Cascata Barrinha, eu e as meninas ficamos batendo papo e dando risadas.

Wellington tinha que ir para São Joaquim naquele dia e iria ficar por lá, sua esposa Meriê e Leni iriam trabalhar no Hotel no domingo, sendo que eu deixei combinado com a Miria para fazer a cavalgada no domingo de manhã, que já estava agendada com os hóspedes do Hotel, e Marlon preferiu pedalar mais um pouco pela Serra Catarinense.

Depois de um carreteiro supimpa feito por nossa amiga Miria, dormimos igual anjinhos e no outro dia já estávamos prontos novamente para encarar as bordas dessa nossa incrível Serra!

Então no domingo fomos até o Hotel de carro e Marlon foi de bike. Eu e Miria fomos então cavalgar até o Cânion da Ronda com mais 4 hóspedes do Hotel. Já conhecia o cânion mais de um outro ângulo, quando a estrada ainda não tinha sido fechada pelas obras dos Parques Eólicos que foram instalados naquela região.

Ao cruzarmos a estrada encontramos com o Marlon, mas dali para ele seguir até a Ronda era complicado por causa do terreno muito acidentado, então ele foi por um outro braço que também dá a visão do cânion porém mais tranqüilo para ele chegar de bike. Nós a cavalo seguimos o trajeto normal.


Eu e Miria se divertindo

O Cânion da Ronda é muito lindo, mas é claro que depois de ter conhecido o Laranjeiras e o Funil, não seria tanta surpresa o visual deste cânion, mas cada um tem seu valor e suas particularidades, e vale a pena visitar e apreciar as belezas de cada um.  Ficamos um tempo na borda, descemos dos cavalos, batemos muitas fotos e retornamos ao Hotel.




grande parceira!

Marlon chegou praticamente junto conosco e dali já fomos nos arrumando, colocando botas, pegando os cajados porque nosso dia ainda tinha muita história. Agora iriamos nos levar até a chamada borda da Serra, que é aquele braço do lado esquerdo do mirante da Serra do Rio do Rastro.

Max, um Terra Nova Canadense e Shaira, uma vira-lata simpática, ambos cachorros do Hotel, nos acompanharam nesta caminhada tranqüila que nos dá o prazer de apreciar a Serra do Rio do Rastro por completo. A vista é de arrepiar. Mas as nuvens de chuva estavam se aproximando e alguns pingos já estavam caindo quando resolvemos retornar. Só deu tempo de chegar até o Café e o cacau caiu. Era a vez de sentar, apreciar um bom café e os salgados e tortas que os Mensageiros da Montanha servem.


Eu, Max e Shaira

Depois de comer e bater papo, retornamos ao Hotel para esperar Meriê terminar seu expediente e podermos retornar para a casa delas. Marlon ainda teve energia de ir pedalando até a cidade de Bom Jardim e eu e as meninas ficamos no Hotel conversando, matando o tempo e curtindo o visual do Hotel que é um espetáculo. Miria ainda me mostrou alguns chalés do Hotel e outras dependências. Tudo é muito bem cuidado, limpo, organizado e lindo!




Já eram mais de 17h quando Meriê foi liberada de suas funções e estávamos entrando no carro quando avistamos Marlon descendo a estrada do Hotel, desta vez de carro (rsrsrs). Ele foi até Bom Jardim, tomou banho, brincou com a tchutchuca (beagle do Wellington e Meriê), arrumou nossas coisas, bikes, etc., e veio ao nosso encontro. Ali então nos despedimos das meninas, Miria, Leni e Meriê, e descemos a Serra em direção a Içara/SC.

Antes agradecemos às meninas a companhia, a parceria, a hospitalidade, enfim, toda a curtição do final de semana, o que aproveito aqui para fazer novamente, porque realmente foi um final de semana ESPETACULAR!!!

Mais fotos

Até a próxima!

Lara Maciel

domingo, 13 de março de 2011

Lá nas bandas do Sul...

Buenas!
Hoje nosso relato é bastante particular e especial, pois além de falar sobre algumas atividades de aventura extremamente agradáveis, trata das pessoas que tornam essas atividades inesquecíveis. Pessoas simples e dígnas, merecedoras de todo meu respeito!
D. Tereza
Seu Miron
Assim, convidamos a todos a conhecer um pouco mais do cotidiano da família dos Bragas, moradores da pequena cidade de Tavares/RS, onde possuem uma fazenda entre a Lagoa do Peixe e a Lagoa dos patos, e de onde retiram basicamente tudo que necessitam para viver, de forma totalmente integrada aos recursos naturais disponíveis, aplicando o que muitas grandes coorporações, usam hoje como “jogada de marketig”, a sustentabilidade de forma simples e real.

Bom... voltando as atividades... chegamos no sábado de carnaval, bem no finzinho da tarde, sobrando tempo apenas para os cumprimentos, muito cordiais diga-se de passagem, e da montagem das barracas, além é claro de uma boa conversa ao pé do fogão a lenha antes da janta. Conversa que por aqui é levada a sério! Ao menos no sentido de darmos tempo à ela, de passarmos muito tempo somente “proseando”, sem maiores pretensões a não ser a de “prosear”.

Entre esse papo todo já fica combinado que o dia seguinte começará com um cavalgada leve (+- 7Km), assim o corpo vai se acostumando e não reclama dos solavancos do trote.

Já no início da tarde, partimos para uma cavalgada bem maior, o objetivo era atravessar a Lagoa do Peixe chegando a um antigo Balneário, onde as casas foram literalmente engolidas pelas dunas, aqui conhecidas como “combros”. Os moradores explicam que além dos restos de casas que os combros ainda não conseguiram soterrar, outras duas quadras que ficavam mais próximas ao mar já desapareceram por completo .

Até esse momento já eram 9,4Km percorridos, sendo 1,7Km dentro da Lagoa. A princípio acreditava que estávamos findando nossa “jornada” e dalí retornaríamos, porém Seu Miron, nosso cicerone, condutor e guia (entre outras coisas), olhou para o sul e disse: “ – agora vamos até a barra”.
Puchei no GPS e verifiquei que a barra que ele se referia (a foz da Lagoa junto ao Oceano), ficava a 9Km dalí. O lombo já estava doendo, mas como vamos contrariar o Homem!?! E assim seguimos e pouco mais de uma hora depois chegávamos à tal barra.
Agora sim! “Só” falta a volta, e imaginem como já estavam as costas (e também o resto do corpo) desses peões de fim de semana. Seguimos contornando a Lagoa, em direção ao Norte onde novamente a cruzaríamos. Ao longo da travessia, podemos avistar bandos de Flamingos, Gaivotas e uma série de outros belos pássaros que utilizam a raza Lagoa para sua pesca. Só chegamos em casa por volta das 19:30h já sem sol e com muita canseira no corpo, além da satisfação imensa de um maravilhoso dia na fazenda.

Não pensem que ficou por ai..., na segunda feira de carnaval resolvemos fazer uma das coisas que mais gostamos, caminhar!
Partimos da sede da fazenda, novamente em direção a Lagoa dos Peixes, passando pela longa e espessa floresta de pinus, por aqui chamada de pinho. Seu Miron conta que no início eram apenas duas platanções, uma ao Norte e uma ao Sul, nos extremos da Lagoa. Hoje elas já se encontraram e infelizmente vem tomando conta da mata nativa.

Após cruzarmos essa floresta despresível, chegamos ao que os nativos chamam de “banhado curto”, área à beira da Lagoa onde podemos encontrar a Fauna e Flora local preservadas, com inúmeros exemplares de diversas espécies da Mata Atlântica, berço de algumas vertentes, cuidadosamente verificadas e limpas periodicamente por nosso anfitrião.
Depois de alguns goles de água direto na fonte e alguns araçás, retornamos para casa, passando pelo que conhecem como capão, uma ilha de fauna nativa que fica à beira da dunas, onde infelizmente o "pinho" vem tomando conta.

Cansou?! É o corpo estava um pouco cansado... mas como iríamos pegar a estrada só na quarta cedinho, ainda tínhamos o dia todo de terça. É carnaval... vamos aproveitar!
Então..., mais uma cavalgada, nem tão longa, nem tão curta, mas muuuito intensa. Cavalgamos do meio da tarde até o por do sol, que nos privilegiou com mais um cenário incrível. 

E falando em cenários, havia esquecido de comentar sobre as noites: foram esplêndidas, realmente espetaculares. Como estamos distante das luzes das cidades, somos literalmente cobertos por um manto de estrelas que transforma-se numa espécie de redoma e nos cobre por todas as noites que estivemos por aquelas bandas do Sul.

O local é lindo e as pessoas do local são D+!
Espero sempre poder optar em trocar as folias de Carnaval pelas alegrias de um feriadão como este!


Um grande abraço!
Marlon R. Silva