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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

de Abril à Outubro...

Buenas Amigos da Natureza e da Aventura!

Depois de algum tempo, mais uma vez, reiniciamos em nosso blog o relato de nossas atividades, nossas aventuras e desventuras...

Para tanto, primeiro faremos um resumão sobre o que rolou durante boa parte do ano, já que nos afastamos de alguns ideais e projetos pessoais em prol de um único projeto na Serra Catarinense, (como podem ler no post anterior). Porém nosso espírito aventureiro logo reclamou da "calmaria" de Urubici, e tivemos que retomar a "rotina", que nos conduz a estar em cada fim de semana ou tempo de folga em um novo lugar, conhecendo mais alguém, desfrutando de histórias e estórias com os moradores de cada um desses novos locais.

Enfim... "meu espírito aventureiro me faz percorrer caminhos inesquecíveis", e assim continuamos percorrendo, nos locomovendo em meio a Natureza!

 
 
 
 
Certamente esta foi o caminho que mais traçamos durante este inverno: A Pirâmire em Urubici/SC - Saindo do Vale do Rio do Bispo (1000m de altitude) até o topo da pirâmide (1500m).
Subimos à noite, de madrugada, com e sem vento, com e sem sol, instalamos uma caixa de cume (que está esperando por você para assinar), foram muitos sorrisos em um dos "topos" da Serra Geral Catarinense.

Conduzimos quase 200 Caminhantes do Sol, pelas bordas da Serra de Bom Jardim, até o Canion do Funil.

 
 
 
Participamos de organização da Abertura Catarinense de Temporada de Montanhismo, onde tivemos o imenso prazer de conduzir os participantes pela histórica Trilha dos Tropeiros.

Eu, Lara e Diogo, subimos semanas depois novamente a Trilha dos Tropeiros, desta vez "em estilo alpino", com o menor peso e tempo possível.

 
Visitamos as paleotocas no Vale do Realengo

 
 
Começamos uma caminhada com 0º - 20km no Canion do Espraiado.

Fizemos um pedal de 4 dias!!!!

 Caminhamos no litoral, na Ilha da Magia, uma linda trilha que liga a praia da Solidão ao extremo sul da Ilha, na Praia dos Naufragados.

Recebemos aqui em casa e tive o prazer de pedalar junto com a Carol Emboava (http://giramerica.imontanha.com/)

Uma caminhada fantástica: lindas paisagens em 25 km de caminhada com muuuuita subida. De tirar o fôlego, no sentido figurado mas também pode ser no literal.


Mais uma vez estivemos no Salto da Serrinha, nosso rio de águas mais claras, uma de nossas mais lindas cachoeiras.

Mais um caminho de Tropeiros, Serra do Fundo Grande em Jacinto Machado / SC

 
"Caiacadas" por lagoas e rios da região

Por enquanto é isso, mas fiquem ligados que logo logo vem coisa boa pela frente...
Isso tudo foi só treino pro que está por vir!

Aquele Abraço!
Marlon R. Silva

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Agora estamos na Serra!

Olá pessoal!

Nosso blog ta meio parado, mas isso não quer dizer que nós também estamos, muito pelo contrário, estamos mais ativos do que nunca, agora trabalhando na Serra Catarinense, no sítio Terras do Sul. Se trata de uma Creperia e de uma empresa que opera atividades de Ecoturismo. Por este motivo iremos dar uma parada na atualização do blog, mas você pode nos acompanhar pelo nosso novo endereço.

Agora, junto com nosso parceiro Dani Wirth, levamos você a conhecer lugares maravilhosos dentro do Parque Nacional de São Joaquim e fora dele. Lugares incrível estão esperando pela sua visita!

Venha trilhar ou cavalgar conosco, ou simplesmente comer um delicioso crepe francês no Terras do Sul!

Esperamos vocês!

Um grande abraço!

Lara e Marlon

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pedal no Rio do Rastro

Buenas!

Provavelmente já tenha relatado essa mesma trip em algum outro post, mas com toda certeza ela é digna de vários e vários relatos, pois assim, talvez, em cada um possamos incrementar o texto de forma que expresse algo um pouco parecido com o que se sente quando se sobe a Serra do Rio do Rastro... de bike, é claro!
Então, mais uma vez eu meus três Amigos Pedalantes (Diogo, Bi e Darlan), partimos de casa rumo a Lauro Muller, onde encontramos uma das mais belas (se não a mais!) estradas do Mundo, e para quem conhece sabe que não estou exagerando. Em meio a uma mata Atlântica exuberante e relativamente bem conservada, inserida num relevo único, onde pode-se observar muitos dos principais eventos da formação geológica da Terra, foi o cenário de nossa aventura.
Num caminho desenhado pelos reais conhecedores da região: os Xoklengs, posteriormente os imigrantes e  tropeiros percorreram seu caminho, também outros desbravadores e mesmo pessoas comuns que precisavam de alguma forma fazer a "comunicação" entre a planície costeira e o planalto Catarinense, é por onde pedalamos desta vez.

Um desnível de mais de 1.000 m percorridos em 20 km, é nosso desafio de hoje.
Parte final da subida.
Por volta das 20h começamos e 1:40h depois estávamos à 1.428m do nível do mar. O tanto quanto cansados, mas com uma alegria estonteante, que tomava conta de todos nós, superando facilmente qualquer  possível dor muscular.
Depois de um rápido lanche, respiramos fundo e retomamos a estrada afinal, agora seriam 20 km é pura adrenalina.
Este trecho é formado por uma série de curvas em forma de cotovelo, que por serem iluminadas dá a impressão de que estamos pedalando num imenso túnel de luzes, onde todo o resto é completo breu (durante a subida pode-se observar a escuridão por entre os vales). Muita neblina densa, que é bem comum nesse trecho, diminui muito a visibilidade e assim, a atenção tem que ser redobrada.
Ao término da descida, em pouco mais de 20 minutos, o corpo agradece pelas descargas de adrenalina e outras "...inas"que ele produz somente em situações espetaculares (e de certa forma extremas), que eventualmente nos metemos.

Missão cumprida!

Até a próxima aventura...
Marlon R. Silva

sexta-feira, 6 de julho de 2012

No interior da Pedra Furada


A muito tempo queriamos estar dentro da Pedra Furada (Orleans), que sempre vimos apenas do mirante do Morro da Igreja em Urubici. Para chegar na Pedra Furada existem duas opções, por baixo, através de uma trilha pesadíssima, íngreme, e por cima, fazendo um trajeto mais tranquilo, cuja trilha tem início a uns dois quilômetros antes do mirante do Morro da Igreja (área militar) acessada apenas com acompanhamento de guia.

Fizemos contato com o amigo Sérgio que possui uma operadora de ecoturismo na cidade de Urubici, que nos levou no último dia 30 a Pedra Furada, por cima. Uma trilha de 3Km apenas mais de muita responsabilidade, com vários trechos expostos e difíceis de caminhar. As paisagens avistadas na trilha são lindas demais, vê-se o Parque Estadual da Serra Furada por inteiro, as inúmeras escarpas da Serra Geral até as torres eólicas em Bom Jardim da Serra e em dias extremamente limpos, as dunas da praia do Camacho.
 


Antes de começar a descer tem um mirante natural onde podemos ver a Pedra Furada de lado. O que foi muito impressionante também foi ver os paredões do Morro da Igreja, a imponência das paredes de basalto assustam e deixaram todos de boca aberta.



 Depois de subir, descer, subir mais um pouco, chegamos dentro da Pedra Furada, a sensação é arrepiante, foi bom demais estar lá e olhar à frente naquela imensidão os pontinhos caminhando no mirante do Morro da Igreja, o lugar mais comum de ver a Pedra Furada. O local para se movimentar é pequeno porém a Pedra é bem maior do que parece!


Na volta, Sérgio ainda nos levou em um local para vermos a Pedra pelas costas e mais uma vez o queixo caiu, a vista é impressionante!

 Fizemos todo o trajeto, ida e volta, em 4 horas, e mais uma vez estávamos em êxtase voltando para os carros felizes da vida, o cansaço fica esquecido depois de contemplar mais uma vez um pedacinho da nossa espetacular Serra!

Ficamos acampados no quintal da casa do Dani, a beira do rio do Bispo, pois no outro dia nossa programação era fazer um pedaço da última Caminhantes do Sol, que aconteceu a um pouco mais de um mês e que terminou exatamente ali onde acampamos.


Fomos recebidos pelo Dani que em breve estará transformando esta área em camping e pela Gaya, uma cachorrinha adorável e companheira.

No dia seguinte cedinho partimos para nossa caminhada na qual Gaya nos acompanhou o tempo todo. Eu, Marlon, Bi, Fran e Bruno fomos até a borda da Serra percorrendo uma antiga estrada utilizada por fazendeiros e moradores da região, num percurso de aproximadamente 11km de ida e volta. Na subida é possível avistar o Cindacta (Morro da Igreja) e lá da borda, o Cânion Espraiado, Campo dos Padres, parte da Serra Furada e algumas cidades, isso num dia limpo como o que pegamos.


 



Ficamos algum tempo contemplando aquela imensidão e retornamos ao acampamento pois queríamos descer a Serra do Corvo Branco ainda de dia para assistir a mais um espetáculo. E assim foi! Descemos bem devagarzinho tentando observar cada detalhe da Serra, que é muito especial, na minha opinião, um dos cenários mais bonitos do nosso estado, feito através de intervenção humana.


De barriga cheia mais uma vez voltamos para casa...

Lara

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Caminhantes do Sol (II edição)

No último dia 19, eu e Marlon tivemos o privilégio de mais uma vez colaborar no guiamento da Caminhantes do Sol, ao convite dos nossos amigos e parceiros Paulo e Rosi.

A Caminhantes teve sua primeira edição em 2011, durante a I Semana de Ecoturismo de Urubici e este ano se repetiu, novamente com muito sucesso.

Uma caminhada de 11km pelos campos próximos a Serra do Corvo Branco, onde reuniu 100 caminhantes de vários locais do estado e até do RS. Pudemos avistar durante o percurso o Parque Estadual da Serra Furada e as belas paisagens dos campos de cima da Serra, que juntamente com o sol, formaram o cenário perfeito.







Agradecemos a empresa de ecoturismo Graxaim, na presença de Sérgio e Maryella, que também estavam na organização do evento, a Expedição Xokleng na presença do Paulo e da Rosi, ao Grupo Gerar de Jaraguá do Sul, na presença de César e Jeferson, que cuidaram da segurança dos caminhantes durante todo o percurso e ao ICMbio, na presença do Sr. Michel, que novamente nos acolheu na sede do PNSJ.

Lara Maciel

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Trilha dos Índios


A muito tempo eu e Marlon queríamos conhecer a região de Santa Rosa de Lima e Anitápolis/SC, foi então que dois dias antes do feriadão de páscoa, sem nada programado, comecei a ligar para as pousadas do projeto Acolhida na Colônia. Consegui uma pousada em Anitápolis com vaga para três casais, era o que precisávamos, pois conosco iriam nossos parceiros Bi, Fran, Diogo e Déia.

Confirmamos a reserva com o Sr. Loreni da Pousada Encanto da Serra, e já por telefone ele me deu o toque da Trilha dos Índios, que se trata de um antigo caminho de tropeiro que vai até os campos de cima da Serra, no chamado Campo dos Padres. Na hora não dei muita bola pois achei que se tratava de uma trilha muito pesada de mais de um dia, o que não estava em nossos planos, pelo menos para aquele fim de semana.

No sábado de manhã, eu, Marlon, Bi e Fran, com desfalque de nossos amigos Diogo e Déia, que por um imprevisto não puderam ir, saímos de Içara/SC em direção à Anitápolis, passando por Braço do Norte, Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima. Em Anitápolis teríamos mais 13km até a pousada Encanto da Serra.

Chegando lá, começamos a conversar com Sr. Loreni, proprietário da pousada, e descobrimos que a trilha é relativamente curta, possível de faze-la em 2:30h de caminhada, o que já nos deixou animados. Sr. Loreni, muito simpático e prestativo se prontificou em nos levar até o início da trilha no outro dia, se realmente quiséssemos fazer. Decidimos então que este seria nosso roteiro de domingo.

No sábado ainda curtimos a cachoeira que fica no terreno da pousada e a cachoeira dos Medeiros, a 3km da pousada, que eu e Fran fizemos a cavalo e os meninos de bike.


Pousada



No domingo, depois do café as 7:30h, fomos de carro até bem pertinho do início da trilha, guiados pelo Sr. Loreni. Até lá são só curvas e subidas, muitas, muitas, muitas. Chegamos aos pés da Serra a 1030 metros de altitude e começamos a caminhar, com o tempo um pouco fechado, mas conseguíamos ver todo o paredão da Serra, Morro dos Cinquenta e outros picos que formavam um perfeito cenário.







O dia estava abafado, muito úmido, e a respiração ficou pesada e suávamos muito durante toda a subida. A trilha é bem demarcada, tem água durante o caminho, não muita mas tem, um ponto bem no início e outro mais próximo do final. Durante toda a trilha existe apenas uma travessia de rio, logo no começo, mas não dá nem para molhar o bota.



Foram 3,5km de trilha e chegamos no Campo dos Padres a 1.503 metros de altitude. Ali avistamos o rio Canoas e uma casinha bem próxima dali. Depois de um lanche reforçado preparado com todo carinho pela dona Silvana, com direito a patê de atum e toalhinha xadrez, caminhamos a esquerda por alguns metros e chegamos a uma espécie de mirante natural, cuja visão era IMPRESSIONANTE!



De lá conseguíamos ver o carro, os campos e todos os picos encostados na Serra, ainda com um pouco de nebulosidade, mas a visão era incrível! O Tempo abria e fechava em questão de segundos, e ficamos ali num processo de meditação durante alguns minutos...





Não sei se haviam se passado poucos ou muitos minutos, mas alguém disse: olha aquela nuvem que vem ali! Quando acordamos para a realidade havia uma “nuvem negra” atrás de nós, indicando muita chuva.

Começamos então a agilizar nossa descida. Descemos cerca de 1km quando começaram os primeiros pingos. A chuva começou devagar mas logo veio com tudo e nos acompanhou até o final da trilha. Fizemos o retorno em 1 hora, metade do tempo da subida e a diferença do volume de água do rio que atravessamos antes de começar a trilha já era bem visível.

Chegamos no carro sãs, salvos e bem molhados! Mas com uma sensação recompensadora de ter feito mais uma trip inteiramente conectados com a Serra, sentindo,  observando e acima de tudo respeitando seus limites.



Valeu mais uma vez aos parceiros!

E um muito obrigado ao Sr. Loreni e Silvana, que nos acolheram e nos trataram muito bem em sua propriedade. Mais detalhes sobre a pousada: http://www.loreniesilvanabennert.com.br/

Até a próxima!

Lara