sexta-feira, 6 de julho de 2012

No interior da Pedra Furada


A muito tempo queriamos estar dentro da Pedra Furada (Orleans), que sempre vimos apenas do mirante do Morro da Igreja em Urubici. Para chegar na Pedra Furada existem duas opções, por baixo, através de uma trilha pesadíssima, íngreme, e por cima, fazendo um trajeto mais tranquilo, cuja trilha tem início a uns dois quilômetros antes do mirante do Morro da Igreja (área militar) acessada apenas com acompanhamento de guia.

Fizemos contato com o amigo Sérgio que possui uma operadora de ecoturismo na cidade de Urubici, que nos levou no último dia 30 a Pedra Furada, por cima. Uma trilha de 3Km apenas mais de muita responsabilidade, com vários trechos expostos e difíceis de caminhar. As paisagens avistadas na trilha são lindas demais, vê-se o Parque Estadual da Serra Furada por inteiro, as inúmeras escarpas da Serra Geral até as torres eólicas em Bom Jardim da Serra e em dias extremamente limpos, as dunas da praia do Camacho.
 


Antes de começar a descer tem um mirante natural onde podemos ver a Pedra Furada de lado. O que foi muito impressionante também foi ver os paredões do Morro da Igreja, a imponência das paredes de basalto assustam e deixaram todos de boca aberta.



 Depois de subir, descer, subir mais um pouco, chegamos dentro da Pedra Furada, a sensação é arrepiante, foi bom demais estar lá e olhar à frente naquela imensidão os pontinhos caminhando no mirante do Morro da Igreja, o lugar mais comum de ver a Pedra Furada. O local para se movimentar é pequeno porém a Pedra é bem maior do que parece!


Na volta, Sérgio ainda nos levou em um local para vermos a Pedra pelas costas e mais uma vez o queixo caiu, a vista é impressionante!

 Fizemos todo o trajeto, ida e volta, em 4 horas, e mais uma vez estávamos em êxtase voltando para os carros felizes da vida, o cansaço fica esquecido depois de contemplar mais uma vez um pedacinho da nossa espetacular Serra!

Ficamos acampados no quintal da casa do Dani, a beira do rio do Bispo, pois no outro dia nossa programação era fazer um pedaço da última Caminhantes do Sol, que aconteceu a um pouco mais de um mês e que terminou exatamente ali onde acampamos.


Fomos recebidos pelo Dani que em breve estará transformando esta área em camping e pela Gaya, uma cachorrinha adorável e companheira.

No dia seguinte cedinho partimos para nossa caminhada na qual Gaya nos acompanhou o tempo todo. Eu, Marlon, Bi, Fran e Bruno fomos até a borda da Serra percorrendo uma antiga estrada utilizada por fazendeiros e moradores da região, num percurso de aproximadamente 11km de ida e volta. Na subida é possível avistar o Cindacta (Morro da Igreja) e lá da borda, o Cânion Espraiado, Campo dos Padres, parte da Serra Furada e algumas cidades, isso num dia limpo como o que pegamos.


 



Ficamos algum tempo contemplando aquela imensidão e retornamos ao acampamento pois queríamos descer a Serra do Corvo Branco ainda de dia para assistir a mais um espetáculo. E assim foi! Descemos bem devagarzinho tentando observar cada detalhe da Serra, que é muito especial, na minha opinião, um dos cenários mais bonitos do nosso estado, feito através de intervenção humana.


De barriga cheia mais uma vez voltamos para casa...

Lara

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Caminhantes do Sol (II edição)

No último dia 19, eu e Marlon tivemos o privilégio de mais uma vez colaborar no guiamento da Caminhantes do Sol, ao convite dos nossos amigos e parceiros Paulo e Rosi.

A Caminhantes teve sua primeira edição em 2011, durante a I Semana de Ecoturismo de Urubici e este ano se repetiu, novamente com muito sucesso.

Uma caminhada de 11km pelos campos próximos a Serra do Corvo Branco, onde reuniu 100 caminhantes de vários locais do estado e até do RS. Pudemos avistar durante o percurso o Parque Estadual da Serra Furada e as belas paisagens dos campos de cima da Serra, que juntamente com o sol, formaram o cenário perfeito.







Agradecemos a empresa de ecoturismo Graxaim, na presença de Sérgio e Maryella, que também estavam na organização do evento, a Expedição Xokleng na presença do Paulo e da Rosi, ao Grupo Gerar de Jaraguá do Sul, na presença de César e Jeferson, que cuidaram da segurança dos caminhantes durante todo o percurso e ao ICMbio, na presença do Sr. Michel, que novamente nos acolheu na sede do PNSJ.

Lara Maciel

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Trilha dos Índios


A muito tempo eu e Marlon queríamos conhecer a região de Santa Rosa de Lima e Anitápolis/SC, foi então que dois dias antes do feriadão de páscoa, sem nada programado, comecei a ligar para as pousadas do projeto Acolhida na Colônia. Consegui uma pousada em Anitápolis com vaga para três casais, era o que precisávamos, pois conosco iriam nossos parceiros Bi, Fran, Diogo e Déia.

Confirmamos a reserva com o Sr. Loreni da Pousada Encanto da Serra, e já por telefone ele me deu o toque da Trilha dos Índios, que se trata de um antigo caminho de tropeiro que vai até os campos de cima da Serra, no chamado Campo dos Padres. Na hora não dei muita bola pois achei que se tratava de uma trilha muito pesada de mais de um dia, o que não estava em nossos planos, pelo menos para aquele fim de semana.

No sábado de manhã, eu, Marlon, Bi e Fran, com desfalque de nossos amigos Diogo e Déia, que por um imprevisto não puderam ir, saímos de Içara/SC em direção à Anitápolis, passando por Braço do Norte, Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima. Em Anitápolis teríamos mais 13km até a pousada Encanto da Serra.

Chegando lá, começamos a conversar com Sr. Loreni, proprietário da pousada, e descobrimos que a trilha é relativamente curta, possível de faze-la em 2:30h de caminhada, o que já nos deixou animados. Sr. Loreni, muito simpático e prestativo se prontificou em nos levar até o início da trilha no outro dia, se realmente quiséssemos fazer. Decidimos então que este seria nosso roteiro de domingo.

No sábado ainda curtimos a cachoeira que fica no terreno da pousada e a cachoeira dos Medeiros, a 3km da pousada, que eu e Fran fizemos a cavalo e os meninos de bike.


Pousada



No domingo, depois do café as 7:30h, fomos de carro até bem pertinho do início da trilha, guiados pelo Sr. Loreni. Até lá são só curvas e subidas, muitas, muitas, muitas. Chegamos aos pés da Serra a 1030 metros de altitude e começamos a caminhar, com o tempo um pouco fechado, mas conseguíamos ver todo o paredão da Serra, Morro dos Cinquenta e outros picos que formavam um perfeito cenário.







O dia estava abafado, muito úmido, e a respiração ficou pesada e suávamos muito durante toda a subida. A trilha é bem demarcada, tem água durante o caminho, não muita mas tem, um ponto bem no início e outro mais próximo do final. Durante toda a trilha existe apenas uma travessia de rio, logo no começo, mas não dá nem para molhar o bota.



Foram 3,5km de trilha e chegamos no Campo dos Padres a 1.503 metros de altitude. Ali avistamos o rio Canoas e uma casinha bem próxima dali. Depois de um lanche reforçado preparado com todo carinho pela dona Silvana, com direito a patê de atum e toalhinha xadrez, caminhamos a esquerda por alguns metros e chegamos a uma espécie de mirante natural, cuja visão era IMPRESSIONANTE!



De lá conseguíamos ver o carro, os campos e todos os picos encostados na Serra, ainda com um pouco de nebulosidade, mas a visão era incrível! O Tempo abria e fechava em questão de segundos, e ficamos ali num processo de meditação durante alguns minutos...





Não sei se haviam se passado poucos ou muitos minutos, mas alguém disse: olha aquela nuvem que vem ali! Quando acordamos para a realidade havia uma “nuvem negra” atrás de nós, indicando muita chuva.

Começamos então a agilizar nossa descida. Descemos cerca de 1km quando começaram os primeiros pingos. A chuva começou devagar mas logo veio com tudo e nos acompanhou até o final da trilha. Fizemos o retorno em 1 hora, metade do tempo da subida e a diferença do volume de água do rio que atravessamos antes de começar a trilha já era bem visível.

Chegamos no carro sãs, salvos e bem molhados! Mas com uma sensação recompensadora de ter feito mais uma trip inteiramente conectados com a Serra, sentindo,  observando e acima de tudo respeitando seus limites.



Valeu mais uma vez aos parceiros!

E um muito obrigado ao Sr. Loreni e Silvana, que nos acolheram e nos trataram muito bem em sua propriedade. Mais detalhes sobre a pousada: http://www.loreniesilvanabennert.com.br/

Até a próxima!

Lara