segunda-feira, 19 de maio de 2008

Barca do Surf

Bom, lá vamos nós...,
essa foi a primeira trip de um piloto que estávamos realizando dentro de um projeto chamado Barca do Surf. O projeto foi iniciado pelo nosso grande arregado Claudio Toldo, que aparece na foto abaixo filmando o marzão de Gravatá, início da trip. Na realidade ela começa mesmo antes, na barra de Laguna, mais precisamente na balsa, deste ponto pra frente o pensamento de todos era somente um: as ondas!
Chegando a que seria a primeira de uma série de praias a serem surfadas e filmadas nos deparamos com ondas muito fortes e praticamente sem condições de surfe, mesmo assim caimos na água. Essa praia é maravilhosa cheia de um misticismos único no Cabo de Sta. Marta, pois é a única que não tem estradas e a única forma de chegar é por uma trilha alucinante.Realmente ali não rolaria um bom surfe, descemos ao sul, "ancoramos" na Teresa, encontrando os outros colegas que já estavam dentro dágua, diga-se de passagem mandando ver. As condições eram muito propícias, assim continuamos aproveitando as ondas até o final do dia.
A Barca, repitiu-se por algumas outras trips e a algum tempo está parada, espero que em breve possamos novamente reativar o projeto, levando a raça toda até a s boas ondas, e documentando tudo que por lá possa acontecer.
Esta ultima foto é só pra demonstrar o quanto fomos "abençoados" neste dia, ao chegar-mos em casa, nos deparamos com essa lua inacreditável.
Aquele Abraço a todos,
Até a próxima aventura!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Rio Seco

Vamos lá a mais uma aventura! Era o segundo semestre de 2005, desta vez, estamos no município de Siderópolis, que já foi berço de muitas outras aventuras alucinantes.
Desta vez, partimos da Barragem do Rio São Bento, mais precisamente da parte que poucos conhecem, as “costas”, o final (ou início, dependendo do ponto de vista).
Não podemos deixar de falar sobre nosso posto de apoio, que fica na casa do Seu Paulino, local da região, chegou ali bem antes da barragem,morava nas encostas da Serra Geral, criando cabras e extraindo arenito de forma artesanal. Pois bem, ele é quem sempre nos dá o maior apoio nas trips da região, levando-nos até o inicio da trilha e posteriormente nos auxiliando na volta. Valeu Seu Paulino!!!Prosseguindo; o objetivo é seguir por aproximadamente 6 km, por um dos rios que abastecem a barragem, conhecido como Rio Seco.Então estávamos lá: Lara, Leck, Ricardo e eu, seguindo pelas margens e muitas vezes por dentro do rio. Num verdadeiro cenário inóspito e maravilhoso. Cercados por Mata Atlântica e muita, mas muita água pura e cristalina, onde bastava encher a caneca e saciar a sede.Uma das coisas mais interessantes a comentar é que o rio, em várias partes “some”, isso mesmo, simplesmente desaparece, ficando totalmente submerso, correndo lentamente sob o leito “normal”, um dos motivos que o batiza.

Alguns podem estar se perguntando: - Mas o que faz alguns malucos andarem mais de 6 km “por dentro” de um rio? Para nós e mais alguns aventureiros bastavam os atributos que já destaquei anteriormente, mas para quem acha pouco, podemos destacar ainda uma “quedinha” d’água no fim do rio. Esse é o premio maior, uma cachoeira de aproximadamente 60m de altura, encravada em pura rocha por todos os lados, onde se pode chegar somente pelo rio, ou por uma trilha e descendo em rapel pelos paredões ou pela própria cachoeira.

Para quem duvida da beleza do lugar, curtam as fotos. Para quem não se contenta em ficar só olhando, vamos até lá sentir toda essa energia juntos!

Aquele abraço a todos,
Até a próxima aventura!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Morro do Cambirela

O ano é 2006, o mês maio, a aventura certamente uma das mais difíceis que já enfrentei e provavelmente uma das que mais me lembrarei ao longo de minha vida. Um trekking alucinante, com partes que chegam a ser um espécie de escalada (subida em 90º).

Foram mais de 5h de caminhada, iniciada em uma floresta bastante preservada (pura mata atlântica, início da Serra do Tabuleiro, 27º 42' 39.19'' S 48º 41' 11.76'' W, município de Palhoça-SC), nem por isso é uma parte fácil, ja que a trilha é parcialmente aberta e com muitas pedras e árvores caídas ao longo de todo o caminho, que são facilmente ultrapassadas com a determinação de chegar logo ao topo.

A dificuldade aumenta conforme vai aumentando a altitude, uma vez que a vegetação fica mais "rala", típica dos topos mais altos das montanhas, que neste caso passa dos 1.000mts.

Encaramos essa aventura em quatro cabeças (Cristiano - um local que manja muito de andar no mato, e mais ainda do Cambirela em sí, nasceu no pé do morro - , Leck, Marlon e Ricardo).
Uma das grande dificuldades é o calor, pois estamos no meio de uma floresta tropical, tipicamente quente e úmida e ao sair desta etapa do trekking (+-2/3 da caminhada, que tem aproximados 6Km), a trilha piora e fica muito, muito mesmo, mais íngrime, e temos mais um inimigo, o sol, já que as árvores e as simbras ficaram para trás.
Nesta etapa o cansaço já toma conta de todos, e ainda temos um pedaço de extrema dificuldade pela frente, daqui já pode-se avistar a BR-101, parte de Palhoça, São José, e da Ilha de Santa Catarina. Estamos aproximadamente a 800mts do nível do mar, não nos esquecendo de que estamos a menos de 1Km do litoral.
Deste ponto a diante a dificuldade está no máximo, uma vez que ten-se um peral de cada lado da trilha, e dada a altura não é nada interessante andar num lugar destes, não fosse a adrenalina correndo nas veias.
Mais um pouco de esforço e chegamos até o topo, que é dividido em três cumes. Nosso acampamento ficou no último deles, um local que abriga no máximo quatro barras pequenas.Durante quase toda a noite enfrentamos muita chuva, que deu uma trégua de aproximadamente meia hora, o suficiente para vermos o espetáculo que é este local a noite, onde temos uma vista de todo lado oeste e sul da ilha de Florianópolis. Em compensação, ver o sol nascendo entre as nuvens com Floripa de fundo, é praticamente inexplicável, sorte que estava "armado" com minha câmara fotográfica e agora posso compartilhar com vocês, uma pena que somente a imagem.

Quem quiser sentir também toda essa energia, está ai o convite para uma próxima subida.


Aquele abraço,
Até a próxima aventura
!