terça-feira, 1 de março de 2011
Trekking da Capivara
Iniciamos a caminhada com tempo parcialmente nublado e vento, que não durou por muito tempo, pois logo em seguida o céu abriu completamente nos presenteando com um lindo sol. Contornando o rio Capivari passamos pelo lago Heinsen, algumas casas de moradores até chegar a ponte pênsil, local onde atravessamos para continuar a caminhada pela outra margem do rio. Aqui o sol já estava quase nos castigando, era perto das 10h da manhã e ainda não tínhamos passado da metade do caminho. Passar pela ponte é sempre uma adrenalina, de bike é ainda mais nervoso que a pé, que também tem suas particularidades.
Encontramos ao longo dos 9 km, gado, cães, agricultores na lida, uma pequena cobra, muitos lagartos tomando banho de sol, aves de várias espécies, mas não foi desta vez que as capivaras deram o ar de sua graça, nem mesmo os bugios que por muitas vezes já nos presentearam com imagens espetaculares e seus ruídos assustadores.
A volta é mais longa que a ida e se dá pela margem esquerda do rio Capivari, passando pelo início de uma obra em um paredão de pedra de uns 30 metros de altura, que diz a lenda que futuramente se tornará uma mini usina hidrelétrica, mais para frente passamos pelo Salto de Cima, ali a vontade já é de tomar um banho de rio (por isso o ideal é ir com roupa de banho por baixo), mas seguimos a diante pois faltava pouco para chegar até o Salto das Águas, nosso ponto de chegada, onde o banho de cachoeira iria ser muito mais refrescante.
Antes, ainda passamos pela primeira igreja de São Martinho e pelo seu cemitério centenário, para só então cruzar a ponte e chegar na Pousada. Neste momento, o relógio já marcava 11:30 e o sol, que nos acompanhou por todo o trajeto, estava a todo vapor. Depois de alguns alongamentos, foi a vez do banho de rio...ôôô beleza!
– Lucas, traz ai aquela Heineken bem gelada!!!
Gostou??
Então desligue a TV e venha caminhar conosco!
Lara Maciel
Dicas | Observações: caminhada de nível moderado (9 Km de subidas e descidas por estrada de terra). No verão levar roupa de banho (há vários pontos para banho de rio). No inverno, prepare o estômago para comer uma deliciosa comida típica alemã. Levar sempre: máquina fotográfica (os animais sempre aparecem: tucanos e macacos são a grande atração).
Retomada
Neste ano de 2011, retomo os textos que aqui vinha compartilhando em anos anteriores com os amantes da bike da aventura e de qualquer outra atividade ao ar livre, textos que são simples relatos das aventuras que vivemos nesse Mundão de meu Deus.
De agora em diante terei uma grande (a maior) parceira, Lara, minha amada esposa. Que além de assinar um maravilhoso (é muito bom mesmo, não deixem de visitar, tem na nossa lista de links) blog onde relata nossas viagens nos seus mínimos detalhes, vai ajudar, com seus belos textos a engrandecer nosso humilde blog.
Para começar bem o ano, fizemos uma caminhada em São Martinho, nesse ultimo fim de semana, não é bem a primeira atividade pois a bike ta bombando desde janeiro, mas logo destino um post só sobre esse assunto. A princípio, fiquem com o primeiro texto de Lara Maciel em nosso Blog.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
lá no Cantão!
Bom dia a todos!
Hoje vou relatar uma caminhada show de bola, nível leve de aproximadamente 2Km. Dois fins de semana atrás, já havíamos explorado a área, porém não obtivemos sucesso em nosso objetivo: conhecer uma cachoeira de 75m, que segundo o proprietário das terras próximas: Seu Má: “-Uma das mais lindas que eu conheço!”, conhecida como do Cantão.
Neste sábado último (25/07/09) estivemos novamente no local, munidos de todo o equipamento para uma investida ao topo da cachoeira para um rapel, já que o Seu Má comentou sobre a altura e também que outros já haviam rapelado de lá.
Trilha ótima para caminhada, 40min. e chegamos a uma queda, aproximados 35m, mas sabíamos que não era essa, pé na trilha e mais uns 20min. chegamos. Uma belíssima cachoeira, uma queda praticamente toda em negativo.
Ótimo! O problema ta resolvido, encontramos, vamos rapelar! Jóia: subimos eu e Tony para o primeiro reconhecimento para acessão e ancoragem. -Subimos?! Mas como?! A cachoeira é o final de um pequeno canion, todo em rocha, mesmo assim insistimos na investida, e assim não desistimos por mais de uma hora em meio à mata e as encostas da parede da cachoeira. Chegamos a estar mais alto que o topo da cachoeira, porém não conseguimos chegar lá.
Descemos, hora do lanche, bate papo e pé na trilha de volta, porém a viajem não poderia ser em vão. Então ma volta, naquela primeira queda, resolvemos investir e subir, o acesso bastante facilitado ajudou e de cima dos primeiros 35m, avistamos o restante da cachoeira, que certamente ultrapassa os 50m.
Procuramos uma boa ancoragem, montamos tudo e daí pra frente só alegria, a água estava extremamente fria, mesmo assim o cachoeirismo foi alucinante, certamente em breve voltaremos e repetiremos a dose.
Enquanto isso a Lara e o Filipe registravam tudo da base da cachoeira. Na sequencia todos subiram e admiraram a paisagem acima dela.
É isso ai... aquele abraço a todos!
Sua Aventura começa conosco!
Marlon
Equipe Sul Adventure
Fotos: Lara/Marlon