quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Cicloturismo - Baleia Franca

Buenas amigos aventureiros!

Desta vez vou resumir nossa ultima trip em números.
Por várias vezes tentei expressar sentimentos mas, as sensações vivenciadas em qualquer aventura desse tipo dificilmente podem ser descritas em algumas poucas linhas, como já disse, nem sei se é possível fazê-lo em muitas.

Seguem desta vez então, somente os números, e é claro as fotos!

1 ideia (de percorrer de bicicleta em),
3 dias (um total de),
240 km (pelo litoral Catarinense, trecho correspondente a toda a APA da Baleia Franca (Florianópolis-Içara, reuniu mais uma vez),
4 amigos (loucos por pedal: Darlan, Diogo, Fabrizzio e Marlon, e assim, passando por),

16 Praias (Caieira da Barra do Sul, Sonho (Canto Sul), Pinheira (Praia de Baixo), Pinheira (Praia de Cima), Guarda do Embaú, Siriú, Garopaba (Central), Rosa Sul, Luz, Ibiraquera, Ribanceira, Vila, Sol (Cavalinho ou Frade), Gi, Mar Grosso e Cardoso (Farol de Sta. Marta)),
5 Padarias (para os cafés da manhã e tarde), 
3 Restaurantes (com muito arroz, feijão e peixe) e
2 Campings (um em Garopaba outro em Laguna) além de 
2 Travessias de Barco e o principal:
1.000.000.000.000.000 ou mais de rizadas!

Além desses, muitos outros números que não consegui, ou não fiz questão de lembrar resumem mais essa maravilhosa Cicloviagem!

Muito obrigado aos Amigos Pedalantes que compartilharam comigo cada um desses números.

 

Grande abraço,
até a próxima aventura!

Marlon R. Silva

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pedal na "costa das baleias francas".


Algumas vezes chego a me sentir culpado durante minhas viagens aventuras.  Como diz meu Irmãozinho Diogo: “-Não é pecado?!”
Em uma das ultimas, dia 07 de agosto em plena terça feira, tivemos o imenso prazer de pedalar pela “costa das baleias francas”.

 

Deixe-me explicar melhor para não parecer que somos desocupados... nessa data comemora-se o dia do São Donato, que é o padroeiro de nossa cidade, então ele nos presenteia todo ano com essa maravilha de feriado municipal, que tentamos aproveitar da melhor maneira possível, apesar de não ter nenhuma outra relação com esse ou qualquer outro santo.
Partimos logo cedo para Imbituba, donde sairíamos em direção Norte, passando por diversas praias, pedalando é claro!

Deixamos o carro estacionado na praia Vila, junto dos surfistas, em outros tempos já deixei meu carro neste mesmo lugar para pegar onda, e que ondas! A Vila tem uma das melhores ondas do Brasil. Hoje pegamos as bikes e partimos para mais um pedal.

Passamos pelas praias do Porto, da Ribanceira, e chegando à Ibiraquera, nos deparamos com um “problema”, a Barra estava aberta impossibilitando o pedal direto à próxima praia, a do Rosa, deste modo aumentando o traçado em mais +- 15 km.
Que seja, retornamos e seguimos via Arroio de Ibiraquera, tendo que pedalar por uns 5, 6 km, pela marginal da BR 101, retornando e seguindo em direção ao Rosa.
Parada para o lanche e seguimos... o vento nordeste só aumentava, estava realmente castigando depois de mais de 30 km pedalados, então, chegamos a uma das mais belas praias de Santa Catarina, não... com certeza uma das mais belas do Brasil, e de BIKE!!!! Que sensação fantástica, estávamos de bike, fora da alta estação, sem badalação, sem agito, só a praia em sua mais perfeita beleza. Contemplamos e partimos “chapados” daquele espetáculo natural.

Parecia que já havíamos chegado ao ápice da aventura, mas, resolvemos mudar os planos e retornar por uma trilha que liga o Rosa a praia do Luz e logo ali novamente a barra de Ibiraquera. Encaramos!
 
 
Ao invés de +- 15 km, retornamos em 4 km, porém estávamos parados na frente de um rio. Sondamos e confirmamos a teoria de que era raso, mas também era frio e com um pouco de correnteza, mas, como já falei, encaramos!

Atravessei primeiro a minha bike, e retornei pra buscar a outra bike e principalmente a dona dela. Assim, molhados até o peito, mas muuuito felizes retornamos.


Ah... nem comentei, mas avistamos duas baleias: uma logo no início, ainda perto do porto, e a outra na praia do Luz. Chegando ao Rosa ainda cruzamos com outro casal de pedalantes, que pareciam estar de viagem. É tanta coisa pra uma simples terça feira que às vezes esquecemos de alguns detalhes.

Abração e até a próxima aventura.

Marlon R. Silva

domingo, 22 de julho de 2012

Do Canto dos Araças à Costa da Lagoa


Em viajem a trabalho à Floripa, eu e Marlon resolvemos unir o útil ao agradável e ficar por lá pra aproveitar um pouquinho do que a Ilha tem pra oferecer. A tempos conhecemos a Costa da Lagoa e nos apaixonamos pelos mistérios, pelo povo e cultura do local, sem falar do cenário deslumbrante! Mas não conhecíamos ainda a Costa a pé, apenas de barco como é normalmente visitada.  

Então surgiu esta oportunidade que não podíamos deixar passar. Na sexta (22/7) após ter terminado uma entrega no Saco Grande, fomos almoçar no Mercado Público, passear pelas ruas do centro de Floripa e só depois fomos a procura de um lugar para dormir, pois no sábado nossa intenção era fazer a trilha até a Costa, almoçar por lá e se tudo corresse tranquilamente, retornar também pela trilha.

Ficamos numa pousada da Barra da Lagoa, já que o Hi Hostel estava lotado bem como outros albergues que procuramos no centrinho da Lagoa e Barra. Depois de um final de tarde maravilhoso na Barra, a noite ainda fomos dar uma volta no centrinho da Lagoa.

No outro dia as 7h já estávamos de pé, prontos para descobrir os mistérios da trilha que nos levaria a mística Costa da Lagoa.  Já havíamos feito a parte da trilha que vai da Costa até a praia do Saquinho, onde termina a trilha efetivamente, numa prainha muito linda, lá no extremo norte da Lagoa da Conceição, mas chegar a Costa pela trilha contemplando a exuberante fauna e flora do percurso foi uma experiência impar!


Foram  aproximadamente 7 Km de onde o carro fica até o “centrinho”  da Costa, onde ficam localizados os principais restaurantes. Seguindo a rua que passa atrás do mercado que fica na cabeceira da ponte da Lagoa (rua João Henrique Gonçalves), até o último ponto do ônibus, onde é aconselhável deixar o carro, pois daqui em diante a rua vai ficando muito ruim, estreita, difícil de manobrar. Daqui até o início efetivamente da trilha são cerca de 700 metros.

 No caminho até lá tivemos o privilégio de cruzar com uma infinidade de pássaros como aranquãs, gralhas, bem-te-vis, sabiás e um bando de macacos-prego, além das históricas construções como o sobrado da Dona Loquinha, com data aproximada de 1780 e pelo engelho de farinha do século XIX, onde ainda uma vez por ano é utilizado pela comunidade em uma festa comemorativa.


Engenho de farinha

cascata que cai direto na Lagoa

sobrado da Dona Loquinha +- 1780
canoa de Guarapuvu - em construção
 
A trilha é bem demarcada, não existe a possibilidade de se perder, tem casas por todo o caminho, casinhas de pescadores, nativos, mas a grande maioria são casas de estilo “revista”, lindas, com deks e vidraças para a Lagoa.

Na chegada a Costa fomos direto procurar um restaurante, onde nos foi servida uma cachacinha pra abrir o apetite. Uma tainha grelhada foi a pedida, que depois dos 7 km de caminhada não sobrou nem pro cheiro. Bom demais, fazia tempo que não comia um peixe tão bem feito.


Fomos ainda lagartear num pastinho na beira da lagoa para depois seguir caminho, o dia estava lindo, um sol gostoso nos fez ficar mais um tempo apreciando aquela beleza. A volta foi tranquila e a fizemos em 1:30h. De volta a civilização, de volta a realidade, a Costa parece-me realmente um sonho...

De volta pra casa, uma passada na Ponta do Papagaio e um por do sol na Guarda, que a muito tempo não visitávamos, deu só pra matar a saudade.

Farol de Naufragados-Floripa visto da Ponta do Papagaio

Guarda

despedida...

Até a próxima!